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Insuficiência renal é o tema no quadro vida saudável

A insuficiência renal é quando os rins perdem a sua capacidade em realizar suas funções básicas, como as de filtrar o sangue e eliminar substâncias que são nocivas ao organismo, e de manter o equilíbrio de eletrólitos do corpo. A insuficiência renal pode ser aguda ou crônica.

 

A insuficiência renal aguda ocorre de forma rápida e súbita da perda da função renal, é uma condição clínica passageira, que é encontrada em pacientes críticos, acometendo principalmente em pacientes em unidade de terapia intensiva (UTI).

 

E a insuficiência renal crônica é uma lesão nos rins, que é causada por diversos tipos de nefropatias, levando a uma perda lenta, progressiva e irreversível das suas funções. As principais causas são a hipertensão arterial e a diabetes mellitus. Os principais sintomas são: tremores, polineuropatia e miopatia urêmica, irritabilidade, insuficiência cardíaca, anemia, náuseas e hipertensão arterial.

 

É muito comum a desnutrição protéico-calórica nesses indivíduos, além de processo inflamatório sistêmico e níveis baixos de albumina.

 

Para evitar a progressão são importante medidas como: controle da glicemia, da obesidade e da síndrome metabólica, da pressão arterial, diminuir o consumo de proteínas, evitar o fumo.

 

Para aqueles que possuem a filtração glomerular < 60 ml/min, deve fazer um acompanhamento nutricional. Pois nessa fase existem orientações específicas quanto à alimentação, com cuidado na qualidade protéica e restringindo alimentos ricos em potássio e fósforo.

 

No tratamento conservador é necessária a restrição protéica na alimentação. Existindo dois tipos de tratamento, em que o primeiro trata-se de dieta convencional restrita em proteínas com redução de metade do consumo de leites e derivados, além de carnes. O segundo tipo de tratamento é uma dieta bem restrita em proteínas, com suplementação de aminoácidos essenciais e cetoácidos, com eliminação de alimentos de origem animal como carnes em geral, laticínios e ovos. Alimentos que não são de origem animal, mas possuem proteínas, como pães, biscoitos, arroz e massas devem ter seu consumo reduzido.

 

Para os pacientes que se encontra em diálise a ingestão de proteína é maior que os em tratamento conservador. Sendo essencial uma alimentação adequada para evitar a desnutrição. Devendo ser evitados os consumos de queijos, embutidos, miúdos, oleaginosas, refrigerantes principalmente do tipo cola, chocolate, frutos do mar, bebida alcoólica, peixes, gema de ovo. Assim como alimentos industrializados, que possuem conservantes ricos em fósforo. Devendo ter o controle do consumo de potássio, preparando verduras e legumes cozidos. Não coma carambola e nem tome o suco da fruta, pois possui substância tóxica que pode levar a morte desses pacientes. 

 

Vale ressaltar que para qualquer tipo de dieta só pode ser calculada e orientada por um nutricionista!

 

Consulte o nutricionista e o médico para te orientar e para promover uma vida mais saudável e duradoura!

 

Esse foi o tema de hoje, para a próxima semana iremos falar sobre alimentação e osteoporose, para maiores informações consulte minha página no Facebook ou instagram nutricionista Everlin Massing, até a próxima!

 

FONTE:

CHEMIN, S.M.S.S.; MURA, J.D.P. Tratado de Alimentação, Nutrição e Dietoterapia. São Paulo: Roca, 2008.

MARTINS ECV et al. Tempo de hemodiálise e o estado nutricional em pacientes com doença renal crônica. BRASPEN J, 32 (1): 54-57, 2017.

NASCIMENTO,  L.C.A.; COUTINHO, É.B.;  DA SILVA, K.N.G. Efetividade do exercício físico na insuficiência renal crônica. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 25, n. 1, p. 231-239, jan./mar. 2012.

SILVA, CMS; MAIA, LFS; SILVA, DAN; SILVA, GGP; OLIVEIRA, TS. Insuficiência renal aguda: principais causas e a intervenção de enfermagem em UTI. São Paulo: Revista Recien. 6(16):48-56, 2016.

SILVA, L. F.; SANTOS, R.M.A.; SOUZA, I.M.; COSTA, J.A.C.; MARCHINI, J.S. Nutrition therapy for patients with chronic renal failure. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim.Nutr.= J. Brazilian Soc. Food Nutr., São Paulo, SP. v.19/20, p.105- 127, 2000.

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