Atualizado 11/01/2019

Alterações na tireoide e alimentação é o tema da vida saudável nessa semana

Comer é uma necessidade, mas comer com inteligência é uma arte...

Nutricionista Everlin Massing
Nutricionista Everlin Massing

As disfunções da tireoide possuem grande predominância na clínica médica e podem causar importantes alterações. A glândula tireoide é responsável pela produção de três hormônios, a tiroxina (T4) e a tri-iodotironina (T3), que são responsáveis por regular o metabolismo, e a calcitonina, ligada na regulação da concentração do cálcio no organismo.

 

Os distúrbios da tireoide são caracterizados por dois tipos, o hipotireoidismo e o hipertireoidismo, sendo duas condições clínicas capazes de causar impactos de forma significativa no organismo humano.

 

Hipotireoidismo:

Condição que ocasiona em valores diminuídos dos hormônios tireoidianos circulantes ou por um aumento do TSH. Em geral, é mais frequente em pessoas do sexo feminino e idosos.

 

  • Principais sintomas

Pele seca e/ou áspera, letargia, fala lenta, edema palpebral, sensação de frio, pele fria, língua grossa, edema facial, perda de memória, constipação, ganho de peso, entre outros.

 

 Hipertireoidismo:

Tem por característica bioquímica a elevada produção e liberação dos hormônios tireoidianos pela glândula ou por valores de T4 livres normais e TSH abaixo dos valores normais. Possui sintomas contrários ao hipotireoidismo, como: perda de peso, nervosismo, tremor, diarreia, insônia, taquicardia, entre outros.

 

As causas do hipertireoidismo podem ser por fatores genéticos - em sua maioria -, infecções, ingestão excessiva de iodeto, estresse, sexo feminino, tabagismo, esteróides, toxinas, além de agentes infecciosos.

 

Principais orientações e relação a alimentação:

A deficiência de alguns nutrientes, como selênio, vitamina A e zinco poderiam interferir no quadro da tireoide, portanto sempre é bom incluir na alimentação alimentos que são fontes de selênio como frutos do mar, carnes, castanhas e nozes;

 

  • Consumir com moderação o sal iodado;
  • Consumir alimentos fontes de zinco como nozes, pescados e carnes;
  • Evitar o consumo de soja e derivados, pois podem piorar o quadro de hipotireoidismo;
  • Alguns alimentos quando consumidos crus com frequência podem induzir o bócio e o hipertireoidismo, como brócolis, couve-flor, couve-manteiga, nabo, rabanete, repolho, alho e cebola.
  • No caso de hipertireoidismo, dar enfoque no consumo de alimentos ricos em cálcio, pois em geral apresentam deficiência do mineral;
  • Tenha uma alimentação saudável, evite o estresse e fumo. Pratique atividade física, tenha boas noites de sono.

 

 

FONTE:

Mezzomo, Thais Regina; Nada, Juliana. Efeito dos nutrientes e substâncias alimentares na função tireoidiana e no hipotireoidismo. DEMETRA: ALIMENTAÇÃO, NUTRIÇÃO & SAÚDE. 11(2); 427-443, 2016.

Silva, Sandra Maria Chemin Seabra da. Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia. 2.ed.- São Paulo: Roca, 2010.

MAHAM, L. K.; ESCOTT-STUMP, S. Krause: Alimentos, nutrição e dietoterapia. 13ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 1227 p. 2012.

Ferreira FC, Costa SHN, Costa IR. Prevalência de disfunções tireoidianas em pacientes atendidos no Laboratório Clínico do Hospital da Polícia Militar do Estado de Goiás no período de 2015 a 2016. RBAC. 2018;50(1):57-64, 2018.

 

 

 

 

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